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  • Músicas da Semana #6 - Ladyhawke, Boss in Drama e Django Django

    12 Feb 2012, 2:44



    Quatro anos depois do lançamento de seu primeiro álbum homônimo, Ladyhawke está com disco novo, Anxiety, programado para Março. O primeiro single é Black, White & Blue, que segue o mesmo bom padrão tanto sonoro quanto de qualidade de seu trabalho anterior. A letra, fala sobre se confundir entre realidade e fantasia (uma metáfora para os atuais padrões da sociedade) e remete às desordens mentais de My Delirium, outro single de Ladyhawke. O video também é bem bacana e traz referências ao filme cult 70's Eyes of Laura Mars, estrelado por Faye Dunaway (confira aqui: http://youtu.be/lL1TbMAPbF0). Abaixo, tem o remix que banda The Big Pink fez para Black, White & Blue:





    A fusão entre disco, funk e synthpop de Boss in Drama, projeto do brasileiro Péricles Martins, ganha uma vibe mais classy no novo single Disco Karma. Com a participação de Christel nos vocais e uma produção bem lapidada, a música parece ter saído do dial de um rádio FM no começo da década de 1980, executada entre Chic e Boney M. Pure gold!





    Um refrão indecifrável e ao mesmo tempo, viciante. Não lembro a última vez que passei por essa experiência antes de ouvir a incrível Default, que é single do álbum de estréia da banda Django Django. Três minutos de um baroque pop ritmado por uma bateria de martial band. Tão simples e tão addictive. E o vídeo é tão maravilhoso quanto a música.

  • Album Review - Sounds from Nowheresville: The Ting Tings [2.5/5]

    5 Feb 2012, 22:57

    Album: Sounds From Nowheresville
    Artista: The Ting Tings
    Gravadora: Columbia
    Cotação: 2.5/5



    E lá se vão quatro anos que We Started Nothing, o primeiro álbum da dupla The Ting Tings tomou de assalto as paradas em escala mundial. Os hits That's Not My Name, Shup Up and Let Me Go e Great DJ proliferaram e foram ouvidos à exaustão (tanto nas pistas quanto na minha casa, assumo). Mas, se em 2006, até Madonna e seu Hard Candy foram incomodados pelo sucesso do The Ting Tings nos charts, agora, com MDNA no forno, ela provavelmente não terá com o que se preocupar.

    Sounds from Nowheresville é o resultado da soma de: quatro anos de trabalho + um contrato com a gravadora de Jay-Z + um álbum abortado graças a um single que não deu certo (Hands, parceria com o Calvin Rihanna's We Found Love Harris). Aqui, temos a dupla Katie White e Jules de Martino atirando para todos os lados. Se em We Started Nothing o que predominava eram fórmulas pop fáceis, assimiláveis e (ok) irresistíveis, agora eles quiseram levar as coisas to-the-next-level, experimentando de um tudo sem tomar uma direção específica. Resultado: metade funciona, metade não. E nada de hits em potencial.

    Vamos ao que funciona: Silence, a faixa que abre o álbum, é um exercício minimalista e medidativo com influências Kraftwerk; Give it Back, faixa com participação bissexta de Jules no vocal, tem uma pegada rock-retrô com handclappings, ah-ah-ah repetidos e uma bateria potente que vai crescendo pro final; One by One, um raro momento pop do álbum, com uma base electronica que envereda pelo mesmo caminho de Hands (provavelmente alguma sobra de "Kunst", o álbum interrompido); e Day to Day, baladinha mid-90's, com uma pegada de algo entre Savage Garden e Sixpence None The Richer.

    Já o que não funciona... bem, temos Hit Me Down, Sonny e Hang It Up, faixas que brincam com uma batida hip hop meio rudimentar e tem Katie rappeando, algo entre Rapture do Blondie e um Beastie-Boys-meets-Red-Hot-Chili-Peppers, que não evolui e deixa uma incômoda sensação deja vu; uma fracassada tentativa de esboçar alguma profundidade com violinos e vocais rancorosos em In Your Life; a spoken-pastiche Guggenheim onde Katie, após um heartbroken, descobre que... "This time I'm going get it right, I'm gonna paint my face at Guggenheim!". Well, não, Katie. Não.

    Segundo Jules, a idéia incial era fazer de Sounds from Nowheresville um ipod no shuffle; algo tipo uma playlist com músicas que são significativas por si só e não se prendem a uma determinada concepção de álbum. O objetivo, em parte, foi alcançado; eles experimentaram sonoridades diversificadas e, por vezes, interessantes, fugindo da zona de conforto. Embora não haja uma música tão especial quanto seus hits antigos, o Ting Tings poderia ter optado por um caminho sem surpresas, repetindo a formula poppy e fácil do primeiro álbum. Pena que essa experiência parece ter acrescentado mais à dupla do que aos fãs.

    -> add na playlist: Silence; Give It Back; One By One

    -> download: http://uploaded.to/file/20yymdcf
  • Músicas da Semana #5 - Madonna, M.I.A. e The 2 Bears

    4 Feb 2012, 11:56



    Give Me All Your Luvin' é o primeiro single de MDNA, o novo álbum de inéditas de Madonna em quatro anos. A faixa é produzida pelo DJ Martin Solveig (que recentemente emplacou Hello em colaboração com o duo Dragonette) e tem a participação de Nicki Minaj e M.I.A. As letras são bem despretensiosas (let’s forget about time/ and dance our lives away), a sonoridade lembra o trabalho que Dr. Luke vem fazendo com cantoras pop como Katy Perry e Ke$ha, que é aquele pop com toques eletrônicos mesclados com referências 80's e com um refrão bem pegajoso. Give Me All Your Luvin' é legalzinha, divertidinha, até funciona. Mas eu prefiro quando Madonna muda as regras do jogo (vide Ray of Light; Confessions on a Dance Floor; Like a Prayer) ao invés de segui-las (como em Hard Candy).





    Depois do flerte com o pop eletrônico em /\/\ /\ Y /\, em 2010, M.I.A. retorna à sonoridade mais rudimentar de seus álbuns anteriores com o single Bad Girls, lançado simultaneamente à sua colaboração com Madonna. Claro que M.I.A. não é boba. Mas também: Bad Girls é ótima. Optando por uma pegada gangsta (live fast, die young/ bad girls do it well) que lembra o seu maior sucesso, Paper Planes, e pela produção de Danja (o cara que levou Nelly Furtado pro hip-hop e produziu Blackout, de Britney Spears), M.I.A. fez com que seu single se tornasse divertido e incrivelmente addictive, mas ainda assim, mantendo um pé no alternativo.





    The 2 Bears não é nem um video pornô, nem o novo desenho da Disney. É o projeto alternativo de Joe Goddard (membro do Hot Chip) e Raf Rundell. E Work é single do álbum Be Strong, lançado no final de Janeiro. É interessante a forma como o 2 Bears trabalha a house music em Work. Lembra one-hit wonders da década de 1990 como Technotronic, mas em nenhum momento soa de forma datada, e sim, atemporal. Esqueça os pseudo-house que vem invadindo as fm's em hoje em dia, o 2 Bears sim, é house da boa, divertimento sem culpa, como um Dangerous Muse do bem. E os últimos 24 segundos da música são poderosos.

  • Música(s) da Semana (+ Download) #4 - Zola Jesus, James Blake e Miike Snow

    29 Ene 2012, 23:32



    In Your Nature, faixa do recente trabalho de uma das mais instigantes vozes da atualidade, Zola Jesus, ganhou remix do diretor/escritor/mil-e-uma-funções David Lynch. As letras reflexivas de Nika Roza ganham uma ambientação mais pesada e uma vibe claustrofóbica nesta nova versão. O resultado é impressionante.



    download: http://hulkshare.com/264gyapgaoss



    James Blake lançou recentemente um novo EP. O ponto alto é a faixa-título, Love What Happened Here, que traz Blake quase que brincando com sintetizadores e vocais repetidos. Não é necessariamente uma novidade pra quem conhece o trabalho de James, mas ainda assim, é interessante e até mesmo divertido.



    download: http://www.hulkshare.com/4buwrin73jdg



    A banda Miike Snow, projetos de integrantes do Bloodshy & Avant, que produzem hits de artistas como Britney Spears e Maroon 5, está com álbum novo previsto para Março. A divertida e poppy Paddling Out é o primeiro single desse trabalho. Traz os marcantes teclados e vocais distorcidos característicos da banda adicionados a um refrão deliciosamente grudento, indicando um álbum promissor.



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  • Album Review - Born to Die: Lana Del Rey [4/5]

    28 Ene 2012, 13:46

    Album: Born to Die
    Artista: Lana Del Rey
    Produtor(es): Emile Haynie, Justin Parker, Robopop
    Gravadora: Interscope
    Cotação: 4/5



    James Dean; blue jeans e white t-shirts; carros velozes; patriotismo norte-americano, muito glamour e diamantes. Esses são os elementos que representam o universo de Born to Die, o álbum de (re)estréia de Lizzie Grant, agora, sob a persona de Lana del Rey.

    Mas não são apenas as características vintage que diferenciam Lana de suas contemporâneas na seara pop. Enquanto musas pop como Rihanna e Britney Spears apelam para uma voltagem sexual que beira a vulgaridade, Lana del Rey tem uma sensualidade classy, dissimulada, que remete mais à Peggy Lee e Nancy Sinatra. Em tempo de batidas eletrônicas futuristas e do-it-on-the-floor dominando os charts (exclua aí o recente apelo soul de Adele), toda a aura retrô de Born to Die ironicamente torna-se refrescante.

    Outro ponto a favor de Lana é a dualidade conflitante de sua voz: por vezes, soa como uma dona-de-casa, com um dry martini em mãos, conformada em esperar o marido chegar do trabalho; por outra, como uma adolescente que pula da janela pra fugir com o primeiro namorado, jurando que ele é o grande amor de sua vida. Embora a potência vocal, em si, não seja forte, a capacidade de interpretação de Lana é poderosa.

    O começo do álbum é matador: põe em sequencia as quatro músicas já lançadas previamente (Videogames; Off to The Races; Blue Jeans e a faixa-título), num esquema de marketing similar a Teenage Dream, de Katy Perry. Uma estratégia interessante porque já familiariza o ouvinte com o disco. Todo mundo já conhece as faixas, não há o que comentar.

    O tema das canções é recorrente: Lana del Rey jura amar você (ou quem quer que seja) até o fim dos tempos (em Blue Jeans) - embora saiba esse fim esteja bem próximo (na faixa-título). Esse romantismo escancarado e trágico, que, porém, tá mais pra Shakespeare do que para Nicholas Sparks, faz com que Born to Die, o álbum, se encaixe como trilha perfeita de filmes sobre casais apaixonados e inconsequentes, como Drugstore Cowboy e Badlands. Ao longo de juras de amor eternas, dá-lhe irresistíveis arquétipos femininos Hollywoodianos: um passado obscuro em Las Vegas (a divertida Off To The Races); declarações suicidas de amor (a meio exagerada Dark Paradise); sonhos a-la-Andy-Warhol com a fama (Radio); um lado material girl nato (National Anthem, faixa que impressiona pela capacidade catchy); atrações por bad boys poderosos (Million Dollar Man, outro ponto alto. Soa como a canção para Dick Tracy que Madonna gostaria de ter feito). Tudo isso faz com que as faixas tenham um apelo visual incrível, como se fossem mini-filmes passando pela cabeça do ouvinte. Um raro caso de álbum pop que não precisa de videoclipes para ampliar ou complementar o significado - as músicas por si só, já bastam. This is What Makes Us Girls fecha o disco de forma inteligente como um hino anti-feminista, com uma explicação meio que conformista para o próprio comportamento de Lana.

    Born to Die é ordenado por uma constante produção marcante, detalhista e minunciosa. Uma sonoridade esbanjando requinte, que mistura batidas minimalistas e rudimentares de hip-hop, que lembram 808's & Heartbreaks de Kanye West, com um trip-hop meio Portishead, tornando todo o clima vintage e saudosista das letras irresistível.

    A depor contra o disco, apenas o fato do romantismo trágico ser um tema recorrente. Se por um lado isso o torna coeso e consistente, por outro, o deixa a beira do cansaço, com a sensação de que, mais uma faixa, seria prejudicial. Perfeito seria se mantivesse sua tracklist entre 10 faixas, ao invés de 12 (enquanto a edição deluxe tem 15!). Mas isso não tira o brilho e status de Born to Die de já ser um dos discos do ano. Um álbum de estréia (ou melhor, de re-estréia) com uma sonoridade tão única e marcante quanto Jagged Little Pill, o primeiro álbum que fez Alanis Morissette renascer em escala mundial, escondendo o seu passado pop-teen local no Canadá.

    p.s.: Quanto à polêmica apresentação no Saturday Night Live, eu prefiro não comentar. As pessoas já fizeram o bastante por mim e por elas mesmas nas redes sociais. Só me espanta o fato de que, com Britney Spears tendo mais de dez anos de carreira e Katy Perry enfilerando hits pelo mundo, as pessoas ainda se incomodam com artistas que não apresentam ao vivo a mesma voz dos discos e/ou venham acompanhados de um marketing cínico e calculado. E, convenhamos, em terra de Britney, quem tem um disco de Lana é rei (com o perdão do trocadilho).

    -> add na playlist: National Anthem; Video Games; Born to Die

    -> download: http://filepost.com/files/71m9dd3d/www.NewAlbumReleases.net_Lana_Del_Rey_-_Born_To_Die_%282012%29.rar
  • Música(s) da Semana (+ Download) #3 - Sleigh Bells, Santigold e Howler

    21 Ene 2012, 13:28


    O Sleigh Bells está pra lançar o seu segundo album, Reign of Terror. No primeiro single oficial, Comeback Kid, a dupla joga no triturador diversos elementos como: vocais hiperglicêmicos, guitarras distorcidas, samples que parecem jingles e até mesmo uma fatia de Skrillex. O resultado é algo irresistivelmente catchy e surpreendente mais melódico e poppy do que o trabalho anterior, Treats - mas claro, sem perder o seu característico toque trash.



    download: http://www.hulkshare.com/4ypbzqjy4kf6



    Quem também vai passar pelo teste do além-hype do segundo disco é a Santigold. Depois do brilhante Santogold, de 2008, em Big Mouth, o primeiro single oficial do novo trabalho, ela conta com a produção de Switch (metade da dupla Major Lazer) e do Buraka Som Sistema. Já era de se esperar que uma colaboração entre os três resultasse em algo interessante, e no mínimo, surpreendente. Felizmente, parece que Santigold não abandonará suas raízes em Master of My Make-Believe, previsto para ser lançado em Agosto.



    download (grátis): http://santigold.com/



    Uma das revelações de cultuada gravadora britânica Rough Trade para 2012 é a banda Howler. No primeiro single, Back of Your Neck eles apresentam um indie rock despretensioso, com riffs viciantes e uhuuus grudentos - e justamente, por isso, tão delicioso e ao mesmo tempo renovador. Soa como um Strokes descompromissado. O álbum America Give Up foi lançado há 3 dias no mercado gringo.



    download (grátis): http://www.facebook.com/howlerband
  • Album Review - Given To The Wild: The Maccabees [5/5]

    15 Ene 2012, 14:39

    Álbum: Given To The Wild
    Artista: The Maccabees
    Produtor(es): Tim Goldsworthy; Bruno Ellingham; Jag Jago
    Gravadora: Fiction
    Cotação: 5/5



    Um dos fatos que considero mais curioso na cena musical é o crescimento além-hype inicial de uma banda indie/alternativa, em popularidade e/ou sonoridade. Algumas estagnam ou são esquecidas, enquanto outras evoluem com êxito. Bandas como Coldplay, Arctic Monkeys e Strokes passaram pelo último processo - e em 2012, quem atinge o amadurecimento com dignidade é o The Maccabees. Lembro que em meados de 2007, quando lançaram o primeiro álbum, a banda foi incensada pelas mídias alternativas e eu não via (ou melhor, não ouvia) motivo em especial algum pra aquilo tudo. Mas agora, 5 anos depois, eles finalmente justificaram todo o hype - pelo menos pra mim.

    Given To The Wild, terceiro álbum do Maccabees, é o primeiro grande disco de 2012. O grande mérito do álbum é se manter na corda bamba entre o despojado e o pretensioso, entre o simples e o épico, a euforia e a introspecção, entre refrões de fáceis assimilação e melodias ricamente elaboradas. É notável a diversificação de influências: há um quê de Kate Bush, David Bowie e LCD Soundsystem nas faixas; assim como é perceptível o trabalho minuncioso de produção e o cuidado de manter um resultado conciso mesmo com o uso de vários elementos musicais. Além disso, certas faixas possuem uma virada estratégica ou uma adaptação surpreendente, o que prente facilmente a atenção do ouvinte ao longo da audição - é o caso de Feel To Follow, Child e Unknow por exemplo. Há também faixas que urgem de forma deliciosamente addictive como Pelican e Go. Vale ressaltar ainda a beleza melancólica das letras associada ao vocal especialmente incisivo de Orlando Weeks em Forever I've Known e Slowly One.

    Enfim, com Given To The Wild, The Maccabees fornece ao ouvinte uma deliciosa e fantástica viagem sem percalços e a bordo de uma consistente e profunda sonoridade dreamy-pop. Ja é um dos álbuns favoritos do ano e, em forma comparativa à 2011, deverá repetir o êxito critical acclaim dos recentes trabalhos de bandas como Bombay Bicycle Club e The Horrors.

    -> add na playlist: Forever I've Known; Pelican; Unknow

    -> download: http://www.filesonic.com/file/S9Pl7gw
  • Música da Semana (+ Download) #2 - Somebody That I Used to Know: Gotye featuring…

    14 Ene 2012, 18:52



    A primeira vez que ouvi Somebody That I Used to Know foi em uma das inúmeras listas estrangeiras de best of 2011. Não dei muita atenção, embora tivesse achado a música boa. Voltei a esbarrar com ela nesta semana, quando estreou simultaneamente no UK Charts e no Top 100 da Billboard. Achei um feito interessante, já que se trata de uma colaboração entre dois cantores australianos e de dois charts, digamos, bem "nacionalistas". Ouvi Somebody That I Used To Know de novo e... sim, trata-se de uma ótima música. Uma melodia delicada centrada num solo de xilofone, uma letra que, de forma interessante, versa sobre os estágios da perda e dialoga fácil com qualquer ouvinte, e uma perfeita sintonia entre dois artistas talentosos e com apelo pop (assumo que não conhecia o Gotye, mas já acompanhava o trabalho de Kimbra há um certo tempo). Após uma googleada, descobri que Somebody That I Used To Know passou oito semanas no topo dos charts da Australia e que recentemente entrou no Global Track Charts do Mediatraffic, que compila os singles de maior sucesso em escala mundial. Tem chances de se tornar um dos grandes hits de 2012, afinal, a campanha boca-a-boca (ou link-a-link) tem surtido efeito. Ah, o videoclipe, com técnicas de stopmotion, também merece atenção.



    download: http://hulkshare.com/sunpodbm53yi
  • Música da Semana (+ Download) #1 - Shady Love: Scissor Sisters vs Krystal Pepsy

    7 Ene 2012, 16:12



    Já no comecinho de 2012 tivemos a primeira novidade pop do ano: se trata da comeback do Scissor Sisters, depois de dois anos de seu último lançamento, o ótimo Night Work. A música nova se chama Shady Love e é o buzz single do futuro álbum ainda sem título. Shady Love tem a participação de Azealia Banks, uma das boas revelações de 2011, sob o codinome Krystal Pepsy. Aliás, a perfomance de Azealia lembra bastante o seu próprio single 212 - o que é ótimo. Shady Love é bem diferente do que o Scissor já fez; através de raps, Jake Shears faz uma homenagem à uma garota especial (she gon' vote for Obama, and she likes to dance with Madonna). Já a sonoridade é algo tipo Benni Benassi meets ABBA. Embora não seja instantamente catchy como Take Your Mama ou I Don't Feel Like Dancin', Shady Love vai se mostrando mais divertida a cada audição.



    download: http://hulkshare.com/nlw2thnqkkrs
  • 40 Best Songs of 2011 (IMO)

    24 Dic 2011, 17:57

    it's time for best-of-the-year lists - all I can say about my list is: no one artist paid me to be here. maybe in 2012...

    #40 A Long Time (Chromeo Remix) - Mayer Hawthorne
    the soulful and smooth Mayer's voice + Chromeo's synthesizers = magic
    http://snd.sc/rYxJ7r

    #39 The Death of You and Me - Noel Gallagher's High Flying Birds
    a psychedelic and romantic melody with melancholic lyrics which proves that we still have Oasis
    http://hulkshare.com/jjx4yuvxrrx9

    #38 Beat of My Drum - Nicola Roberts
    it's better and more original than anything that her band, Girls Aloud, or her co-workers (Cheryl cof cof Cole) has made
    http://hulkshare.com/rv6356ctakuu

    #37 Graveyard - Feist
    all that Feist wants is bring dead back to life - and she probably will get it (in a good way)
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    #36 Nightcall - Kavisnky & Lovefoxxx
    theme from Drive; it fits perfectly in Ryan Gosling character and in our ears
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    #35 Lonely Boy - The Black Keys
    irresistible riffs with a magnificent production of Danger Mouse
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    #34 Superbass - Nicki Minaj
    prize guilty pleasure of the year
    http://hulkshare.com/b1t295uo64ni

    #33 Stuck on the Puzzle - Alex Turner
    the cute side from Arctic Monkeys' vocalist stole the scenes of Submarine movie
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    #32 House of Baloons/ Glass Table Girls - The Weeknd
    a impressive track by the most intriguing artist of 2011
    http://hulkshare.com/8li35lpap5i4

    #31 Ritual Union - Little Dragon
    Yukimi Nagano's voice shines in a in clean, crisp production
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    #30 Go Outside - Cults
    so lyrical and unpretentious in a way that many songs of indie pop wants to be - but a few ones can
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    #29 Marry the Night - Lady Gaga
    freakin' Whitney-Houston-meets-Bruce-Springsteen-in-a-Giorgio-Moroder-dancefloor
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    #28 Midnight City - M83
    takes you to a synthpop paradise
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    #27 I Wrote the Book - Beth Ditto
    Simian Mobile Disco' production turns Gossip' vocalist in a disco diva
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    #26 Every Teardrop Is a Waterfall - Coldplay
    has the force of classics like The Scientist and Yellow but in a adverse way - instead of melancholic, you have hapiness
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    #25 Vomit - Girls
    it's a epic, massive, gorgeous tune - all the superlatives are few for this
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    #24 Time to Dance - The Shoes
    a very danceable and very aptly named track
    http://www.mediafire.com/?5hh7p325l6a8fdy

    #23 Give Up The Ghosts - Radiohead
    a melancholic track with perfect vocals from Thom Yorke that gets you since the beginning but conquers you at 2'40''
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    #22 Radioactive - Marina & the Diamonds
    despite of no one knows if Marina is a sell-out girl or if this is only a debauch with the mainstream scene, the fact is: Stargate never had in hands something so original and innovative
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    #21 The Wilhelm Scream - James Blake
    addictive work of James that makes you discover more thing after each audition
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    #20 City Grrrl - CSS
    CSS doesn't do something so fun since Superafim
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    #19 Till the World Ends - Britney Spears
    an epic 'oh-oh-oh' chorus makes 'World' the closest of the masterpiece 'Toxic' she ever got close
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    #18 Brick by Brick - Arctic Monkeys
    the mission break-you-down is complete
    http://www.mediafire.com/?eao2bmuk1yiw0pt

    #17 Get Some - Lykke Li
    better than any pop-star-singer-that-tries-so-much-to-being-sexy
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    #16 Countdown - Beyoncé
    a lovely declaration to Jay-Z with a great sample from BoyzIIMen makes this song the most innovative single that Beyonce ever released
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    #15 Through The Night - Ren Harvieu
    sounds like a Dusty Springfield from the 21th century
    http://www.youtube.com/watch?v=OjE4AuEwZzQ

    #14 Weekend - Class Actress
    a delicious Depeche-Mode-meets-a-80's-Madonna
    http://www.mediafire.com/?osywhsj9fop5s9u

    #13 Pumped Up Kicks - Foster the People
    prize most addictive whistle of the year
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    #12 Little Black Submarines - The Black Keys
    folk song that turns in a grandiloquent Led-Zeppelin-esque end
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    #11 Niggas In Paris - Jay-Z & Kanye West
    "I don't even know what that means/ No one knows what it means, but it's provocative/ No, it's not, it's gross/ Gets the people going!"
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    #10 212 - Azealia Banks
    in Azealia game, it's always win/win
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    #9 The Bay - Metronomy
    we'll never know if the Bay is really sooo goood - but this track really is
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    #8 Take Care (featuring Rihanna, Gill-Scott Heron & Jamie XX) - Drake
    mix Drake, Rihanna, Jamie XX and Gill-Scott Heron together is so good as so unlikely it can be
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    #7 Holocene - Bon Iver
    a magnificent song from the man that discovered that he is not magnificent
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    #6 Video Games - Lana Del Rey
    so mournful and so addictive song with one of most personal vocals of the year
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    #5 The Edge of Glory - Lady Gaga
    a hymn about life that born for arenas and stadium
    http://www.4shared.com/mp3/KVNHnHGk/17_-_The_Edge_Of_Glory.html

    #4 All of the Lights - Kanye West
    a stellar-cast (Rihanna; Fergie; Elton John; Kid Cudi; Alicia Keys; The Dream; John Legend, etc) used in a particular and very intelligent way by Mr West
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    #3 How Deep Is Your Love - The Rapture
    it dares you to move your feet - ok, move your body - every second
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    #2 Shake It Out - Florence + the Machine
    Florence Welch is the Father Merrin of the music; nobody can shake devils from your back better than her
    http://hulkshare.com/j829mqtis6pb

    #1 Rolling in the Deep - Adele
    it was topping EVERYWHERE in 2011: world charts; critics choice; my ipod - and it will still be here in the next twenty years. a instantaneous classic. the Jamie XX remix here above is very good too
    http://www.youtube.com/watch?v=UjiswvTXdzA