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  • X Japan veio pela primeira vez ao Brasil para show único

    15 Sep 2011, 4:33

    Domingo 11 Set – X JAPAN WORLD TOUR'11

    HSBC Brasil, São Paulo. 11 de Setembro de 2011

    Texto por Guilherme Schneider

    Resenha da Revista Rock Brigade: http://www.rockbrigade.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1655:x-japan-veio-pela-primeira-vez-ao-brasil-para-show-unico&catid=5:destaque&Itemid=10

    Fotos: http://ihateflash.net/set/x-japan/


    Houve um tempo que era inimaginável a vinda de uma grande banda japonesa ao Brasil, como era o caso de X Japan. No entanto, ao longo da última década, o rock japonês conquistou muitos fãs por aqui e não tardou para que isso fosse gradualmente refletido em shows dos expoentes nipônicos, como Dir en Grey e Miyavi (ambos que por sinal voltarão ao país em novembro). Mas faltava a cereja do bolo dada pelos pioneiros do estilo Visual Kei. Faltava até esse (sempre emblemático) 11 de setembro no HSBC Brasil, em São Paulo.

    Reverenciada como a maior banda da história do rock oriental, X (pode chamar assim também) coleciona números impressionantes: conseguiram lotar por 18 vezes o gigantesco estádio Tokyo Dome (o equivalente de lá ao nosso Maracanã), e venderam mais de 30 milhões de álbuns. Acostumados a lidar com multidões (desde o primeiro álbum, Vanishing Vision, em 1988) o grupo liderado pelo baterista e pianista Yoshiki também é acostumado a lidar com dramas. Entre eles as mortes dos ex-membros hide e Taiji, além da "aposentadoria" de pouco mais de 10 anos, iniciada em 1997. O que faltava no auge vivido nos anos 90 era uma turnê mundial, tão grande quanto os recordes acumulados no arquipélago. Faltava. Não falta mais.

    A sempre prometida turnê mundial enfim começou pra valer. Já tocaram pela Europa, EUA (no hype festival Lollapalooza) e enfim chegara a vez da América Latina. Após a lotadissíma estreia no Chile no dia 9, foi o público brasileiro (e não apenas paulista, visto que dezenas de fãs viajaram de todos os cantos do país) que não deixou por menos e entupiu a HSBC Arena. Segundo os organizadores a lotação foi máxima (4.500 lugares), mas a impressão que se tinha é que havia alguns lugares disponíveis, especialmente na espaçosa pista VIP (embora esgotada desde maio). Fato é que a fila antes do show dava literalmente a volta no quarteirão.

    Cabe ressaltar aqui o inexplicável atraso de 2 horas e 20 minutos para o início do show. Sem banda de abertura, a passagem de som foi feita praticamente na hora em que a apresentação estava programada para começar (18h). Mas levando em consideração que boa parte dos fãs esperavam por esse momento há mais de 10 anos... o tempo até passou rápido (embora o alívio da impaciência tenha recaído na empresa organizadora, "homenageada" com um coro nada gentil). Porém o coro mais gritado no dia foi o lema "We are X", com ares de mantra.


    DEPOIS DO ATRASO, A HORA DO SHOW

    Luzes se apagam, roadies param de afinar as guitarras e a tensão aumenta com o início da introdução instrumental: é o sinal de que a longa espera enfim chegava ao final. O público vai à loucura com a gloriosa aparição do quinteto composto por Yoshiki (bateria/piano), Toshi (vocal), Pata (guitarra), Sugizo (guitarra/violino) e Heath (baixo). A abertura é com Jade, atual música de trabalho do X Japan que foi disponibilizada para download oficial no iTunes (inclusive para América Latina - o que já é algum avanço). O refrão fácil funcionou bem como abertura para essa turnê.

    Mas o show esquentou de verdade com a sequência seguinte: Rusty Nail (do álbum Dahlia, de 96, o último de inéditas) e Silent Jealousy (do Jealousy). Dois clássicos muito aguardados lançados logo de cara. O virtuosismo das guitarras Sugizo e Pata chamaram a atenção (bem, verdade que a barbicha grisalha de Pata - no melhor estilo "Sr Miyagi" - também surpreendeu). Em Silent Jealousy Yoshiki começou a mostrar seu estilo inigualável de se dividir na mesma música entre tocar bateria e piano. Quem mais faz isso com tanta categoria?

    Yoshiki e Sugizo se retiram do palco e começa Drain, composição de Toshi e hide. Esse foi um dos momentos em que as homenagens para o falecido guitarrista ficaram mais evidentes, mesmo sem as imagens no telão dele em ação. Musicalmente talvez tenha sido um dos pontos baixos do show, mesmo que o playback fosse justificado pelo backing vocal nostálgico de hide.

    Antes do show boa parte dos fãs já sabia o setlist decorado (e na ordem exata), e realmente não tivemos aqui no Brasil nenhuma grande surpresa nesse quesito. Logo um dos momentos mais questionados antes da música começar a soar era o solo de violino do Sugizo, membro mais novo do X Japan. O guitarrista fez história no rock japonês tocando e compondo no (também lendário) Luna Sea. Apesar de respeitado e querido, ouvi muita gente dizendo "Por que não colocam mais uma música de X no lugar desse solo?". É verdade que é frustrante tantas músicas boas ficarem de fora (como Orgasm, Blue Blood e Week End por exemplo), mas talvez essas pausas sejam necessárias em um show que ultrapassa duas horas de duração. Bom pra respirar. Melhor ainda para admirar o talento desse gênio que é o Sugizo.Autêntico "Guitar Hero", merece um destaque extra nesse show. Já que pareceu definitivamente a escolha certa ter aceitado o convite dos amigos (de longa data) do X Japan, por ser provavelmente o único capaz de "substituir" (o insubstituível) hide. Estilos diferentes, mas ambos talentosíssimos.

    Fã assumido de Bossa Nova, o músico tocou durante o solo um trecho de Chega de Saudade, de Tom Jobim (do qual o japonês demonstrou categoricamente na coletiva após o show que é apaixonado). Mas a grande provocação foi um trechinho de Providence (do álbum Eden), bela canção do Luna Sea. Aliás, o nome do grupo contemporâneo do X Japan começa a ganhar força nos bastidores, embora apenas como especulação. Será que atrairia também tantos fãs?




    PSYCHEDELIC VIOLENCE - CRIME OF VISUAL SHOCK

    Descansado, Yoshiki surge executando um breve solo de piano, que culmina na introdução de um dos mais aguardados clássicos: Kurenai. A introdução no piano e violino é daquelas que deixa clara a veia erudita na formação da dupla. Doce prelúdio para uma sequência furiosa de puro heavy metal. Refrão cantado do fundo da alma pelos fãs, que nessa altura já não conseguiam disfarçar sorrisos e lágrimas.

    Tempo para mais uma música nova do repertório: Born To Be Free. Outra que certamente estará no próximo lançamento (segundo Yoshiki há esperança que saia algo ainda nesse ano, inclusive para o nosso mercado latino). Toshi, que já viera ao Brasil três anos atrás com seu show solo, mostra desenvoltura no português e incentiva: "vamos quebrar tudo". Sabias palavras para agitar uma música pouco conhecida.

    Mais um momento solo, desta vez a linda bateria transparente de Yoshiki que dá uma aula de bumbo duplo. Ovacionado do início ao fim, o líder do grupo usava um elegante colar cervical, fruto de muita entrega do palco ao longo da carreira. "Entrega" é palavra chave para a apresentação, que é uma das mais intensas dos últimos tempos por aqui. A sequência é IV, música que ganhou o mundo nos créditos finais do filme de terror "Jogos Mortais IV". Toshi mais uma vez mostra como se ensina músicas novas pro público e rege um longo coro com o refrão "Find The Way" e "In The Rain". O resultado final fica bonito, especialmente pela chuva de bandeiras verde-e-amarelas atiradas no palco. Yoshiki enrola uma na cintura, e Toshi carrega outra no ombro. Difícil dizer qual a mais criativa.

    A saideira antes do bis é o grande hino do X Japan: a música X. O grito de "We are X" antecede a música mais pesada do repertório, e provavelmente a mais aguardada por uma geração inteira. Os mais de quatro mil fãs pulam sincronizadamente com as mãos para o alto, cruzadas na diagonal formando a letra "X". A apresentação da banda inclui os membros falecidos hide (ex-guitarrista) e Taiji (ex-baixista) e o forte lema que definiu todo um estilo musical no Japão: "Psychedelic Violence Crime of Visual Shock".

    Na saída uma lição: X Japan ensinou também um novo estilo de beber água. Dê um gole e arremesse o restante da garrafa longe, para deleite do público. Foi uma refrescante chuva de água mineral o show inteiro (que ajudou a amenizar o suor de quem tanto pulava). Serviu um pouco para compensar as poucas palhetas e baquetas atiradas.


    HOMENAGENS EMOCIONADAS

    Durante o longo intervalo para o bis os fãs bem que tentaram pedir a inclusão de Week End no repertório, mas foi em vão. Yoshiki retorna ao piano gritando mesmo todo seu amor pelo guaraná brasileiro. Gaiato, o povo assimila o inusitado começou a gritar "Guaraná! Guaraná!". Hora da romântica balada Forever Love, música que ganhou o mundo na animação japonesa X-1999. Yoshiki dedicou a canção para hide e Taiji, que segundo ele sempre estarão acompanhando de perto a banda, já que vivem em seus corações. Piegas? Aí depende da sua sensibilidade, mas que soou honesto, soou. A versão executada é mais curta e acústica, apenas com piano e voz. Ou melhor: vozes, muitas vozes, já que não vi ninguém ao meu redor que não cantasse (em plenos pulmões) essa declaração amorosa em forma de canção. Foi a hora de muito marmanjo se debulhar em lágrimas como criança pequena.

    As baladas ficaram guardadas para o final, com Endless Rain (do excelente Blue Blood) ecoando pelo HSBC Brasil. Essa música costuma nos shows ser o ponto alto de emoção, já que os fãs participam intensamente. Na hora do refrão balões de ar voam pelo salão, em mais uma bela cena.

    Art of Life é a saideira. Boa parte da ousada música (de meia hora!) foi executada, especialmente no movimento de piano. Percebe-se como Yoshiki é um iluminado: Multi-instrumentista, talentoso e carismático, doma na mesma música uma raivosa bateria e flutua sobre o piano. Talvez seja um dos melhores exemplos de como alguém pode se expressar através dessa arte que é a música. Art of Life celebra isso, vida e obra juntas.

    Alucinado Yoshiki se atira três vezes nos braços sedentos do público. Volta pra estrada com vários arranhões e (provavelmente) um pouquinho menos de fios de cabelos. Os fãs agradecem, se abraçam incrédulos e cantam Tears (na versão instrumental, escolhida para a despedida). Catarse coletiva, satisfação geral.

    Os anos de espera foram retribuídos com louvor em pouco mais de duas horas, mas aquele gostinho de "quero mais" fica. Que seja apenas um até breve, porque na voz do povo aqui todos "Nós somos X".




    MAIS X JAPAN - ENTREVISTA EXCLUSIVA

    A quantidade de gente que foi conferir a apresentação do X Japan mostra que o rock japonês tem força sim no ocidente, além de qualquer modismo. As faixas etárias na noite de domingo eram bem variadas, registrando pelo menos duas gerações distintas de fãs.

    E não se engane em considerar a quantidade como algo relacionado apenas à enorme colônia japonesa em São Paulo. Os fãs de X Japan cantam em japonês com a mesma desenvoltura (ou mais) que os de Rammstein cantam em alemão por exemplo. Será mesmo necessário inglês para ganhar o mundo?

    O X Japan se apresenta dia 14 na Argentina, 16 no Peru, e encerra a turnê na América Latina no dia 18, no México. Mês que vem começa a turnê pela Ásia. Dessa forma a banda corre atrás de preencher uma lacuna em sua história, que é a de espalhar sua mensagem pelos quatro cantos do mundo. Apesar do "Japan", eternizado no próprio nome, X é uma banda cada vez mais global. Sorte a nossa.

    Algumas dessas perguntas que ficaram no ar ao longo da resenha o próprio Yoshiki respondeu na véspera do show. Simpático, o fundador do X Japan concedeu uma longa e entrevista exclusiva com para a ROCK BRIGADE. O resultado vocês conferem em breve na edição 270 da revista.


    SETLIST

    1 - Jade

    2 - Rusty Nail

    3 - Silent Jealousy

    4 - Drain

    5 - Solo de Violino (Sugizo)

    6 - Solo de Piano (Yoshiki)

    7 - Kurenai

    8 - Born To Be Free

    9 - Solo de Bateria (Yoshiki)

    10 - I.V

    11 - X

    Bis:

    12 - Forever Love (Versão Piano)

    13 - Endless Rain

    14 - Art Of Life (2º Movimento)

    15 - Tears (Instrumental)
  • Pain of Salvation in Rio 2011

    10 Jun 2011, 2:13

    Sábado 4 Jun – Pain of Salvation

    Por: Guilherme Schneider

    Demoraram seis anos para o Pain of Salvation retornar ao Rio de Janeiro e matar as saudades dos fãs cariocas. O último show havia sido em 2005, quando dividiram o palco do Circo Voador com os também suecos do Evergrey. A impressão que dava é que trouxeram um pouco do clima nórdico para a Barra da Tijuca, pois a noite estava fria (especialmente para os padrões locais, claro). Nada que desanimasse as 600 pessoas, que ignoraram o insosso empate entre Brasil e Holanda e chegaram cedo para encher a casa de shows (ou restaurante?). Vale lembrar que na véspera teve show do Alice Cooper, e no dia seguinte o também metal progressivo do Symphony X. Haja dinheiro para ingressos!

    Se o frio perturbava quem estivesse na fila, do lado de fora, lá dentro o cheiro de comida é que incomodava os bolsos mais despreparados. Até porque a espera foi longa: mais de uma hora de atraso, em que só a máquina de fumaça trabalhou sem parar, enfumaçando o ambiente de tempos em tempos. A passagem de som foi feita na hora em que o público deveria entrar no Hard Rock Cafe, o que atrasou tudo. E o show que estava programado para começar às 19h só foi começar às 20:20.

    Depois de tanta expectativa sobem ao palco e são ovacionados logo de cara. A retribuição vem com a seqüência Remedy Lane, Of Two Beginnings e Ending Theme. Todas do clássico álbum Remedy Lane, de 2002. A primeira, faixa instrumental que dá o título ao álbum, cria uma atmosfera positiva, apesar de algumas falhas no som (que volta e meia aparecem no show - embora não comprometam a apresentação). A hipnotizante Ending Theme empolga e põe todo mundo para cantar o refrão.



    Daniel Gildenlöw (voz, guitarra e líder do Pain of Salvation) sorria à toa. Demonstrou muita simpatia e constantemente conversava com os fãs. Aliás, a banda toda se mostrou simpática, talvez até facilitado pelo clima intimista que a proximidade do palco gera.

    Em America o chão da casa chegou a tremer com os pulos, embora boa parte do tempo o público tenha ficado mais parado. A impressão que dava é que a maioria estava realmente admirando o que via (e ouvia). Quem foi lá era fã de "carteirinha".

    O clima esquentou com três músicas tocadas ao vivo pela primeira vez: Black Hills (do álbum One Hour By The Concrete Lake, 1998), Idioglossia e Her Voices (ambas do álbum The Perfect Element, Part I, de 2000). No início de Black Hills um problema na guitarra de Gildenlöw (sofreu com cordas arrebentando) interrompeu a música por um tempo. O suficiente para o baterista Léo Margarit improvisasse um solo, e Fredrik Hermansson, tecladista, filmasse um pouco da movimentação dos roadies. Idioglossia foi outra que fez o show tremer, provavelmente um dos pontos altos da noite.

    Os fãs pediam por músicas incessantemente, querendo aproveitar a "deixa" da banda de tocar inéditas. A belíssima Second Love foi super comemorada (e cantada). A participação do novato baixista Daniel Karlsson (apelidado de "D-2" por Gildenlöw, o auto-intitulado "D-1") foi muito boa também.



    O show da turnê do álbum Road Salt One (lançado ano passado – o Road Salt Two saí ainda em 2011) teve como representantes as músicas No Way, Of Dust, Linoleum, Road Salt e Tell Me You Don't Know. Com boa aceitação, mas não tanto quanto as de trabalhos mais antigos.

    O Pain of Salvation deixou o palco depois de quase duas horas de show. Os pedidos por bis naturalmente não demoraram muito para serem atendidos. Em uníssono a "turma do gargarejo" clamava por Disco Queen e seu refrão super dançante (que certamente combinava um pouco mais com o público tradicional da casa – que já esperava na porta pelo evento pós-Pain of Salvation). A melodia de Disco Queen tem algo de especial, que conquista de cara quem tiver mente aberta.

    A saideira foi Nighmist, que lá pelas tantas mostrou de novo uma pegada mais eclética, com uma surpreendente levada reggae (combinando com os imensos dreads nos cabelos do talentoso guitarrista Johan Hallgren). Daniel Gildenlöw é tão seguro de si que permite essas brincadeiras musicais. O show terminou 22:36 (totalizando mais de 2 horas) e a satisfação parecia geral nos rostos dos presentes, que de lá encararam novamente a noite fria da Barra.

    Do Rio a turnê brasileira foi no dia seguinte para São Paulo (05/06 - dia do aniversário do Daniel Gildenlöw), e logo após para Curitiba (06/06).

    Setlist:
    Remedy Lane
    Of Two Beginnings
    Ending Theme
    America
    Handful of Nothing
    Of Dust
    Kingdom of Loss
    Black Hills
    Idioglossia
    Her Voices
    Second Love
    Diffidentia
    No Way
    Ashes
    Linoleum
    Road Salt
    Falling
    The Perfect Element
    Bis:
    Tell Me You Don't Know
    Disco Queen
    Nightmist

    Matéria original no site da Rock Brigade: http://www.rockbrigade.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=709:pain-of-salvation-comecou-sua-turne-brasileira-no-rio-de-janeiro&catid=5:destaque&Itemid=10
  • Anti-Flag e This Is A Standoff: "protesto" pacífico em São Paulo

    30 Abr 2011, 3:48

    Sábado 26 Mar – Anti-Flag e This Is a Standoff

    Anti-Flag e This Is A Standoff
    Carioca Club, São Paulo. 26 de Março de 2011
    Texto: Guilherme Schneider Moreira Dias

    Pela primeira vez os fãs brasileiros de punk rock tiveram a oportunidade de assistir ao vivo o Anti-Flag, com o agradável "bônus" de This Is A Standoff como banda convidada. Com o repertório repleto de mensagens políticas o Anti-Flag mostrou na prática como se faz um comício para a juventude (muitas vezes dispersa): objetivo, claro e honesto.

    Quem chegou cedo ao Carioca Club no dia 26 de março pôde encontrar os integrantes do Anti-Flag conversando calmamente com o público. Especialmente na tranquilidade passada pela figura do vocalista e guitarrista Justin Sane, que parava para tirar fotos e distribuir autógrafos. Calma e simpatia que acima de tudo são compatíveis com o discurso social do grupo de Pittsburgh, Pensilvânia (EUA).

    This Is A Standoff anima o início de noite
    A abertura ficou por conta dos canadenses do This Is A Standoff, que arrastaram para o Carioca Club muitos fãs também. Da caravana que partiu do Rio de Janeiro, por exemplo, a maioria foi por conta do grupo liderado pelo vocalista e guitarrista Steve Rawles, ex-Belvedere (que terminou em 2005).

    O hardcore melódico do This i a Standoff tem uma pegada diferente do punk rock do Anti-Flag, mas o bastante para animar as rodas. Um fã mais exaltado gritou que o que se via no palco era o puro "punk californiano canadense", com toda razão.

    Por cerca de uma hora se ouviu o melhor de seus dois álbuns, Be Excited (2007) e Be Disappointed (2009). O vocalista brincava com o público: "Vocês querem ouvir uma música lenta? Uma canção de amor? Ok...", e o que se ouvia era mais uma pancada sonora para ninguém ficar parado.

    De fato ninguém saiu desapontado, da sequência de abertura com Better Than All of Us e You Won't Pass, passando por Face the Sun e The Light Is Still On In Broadmoor, até a chave de ouro com o sucesso Silvio. Ficou a promessa de retorno ano que vem, para quem sabe um merecido show solo.



    O protesto pacífico do Anti-Flag
    Ao som de “The people united will never be defeated” (ou em bom português "O povo unido jamais será vencido") o quarteto americano subiu ao palco para alegria geral. Segundo os relatos havia menos gente na casa do que no show do Rise Against, de estilo parecido, e que se apresentara por lá um mês antes. Ao contrário do Rise Against, o Anti-Flag passou por três capitais brasileiras (Porto Alegre e Curitiba, nas noites anteriores ao show em São Paulo), talvez distribuindo melhor os fãs - que puderam se acomodar confortavelmente no Carioca Club.

    O palco estava decorado com a capa do álbum Mobilize: uma estrela formada por cinco fuzis partidos ao meio. Essa mesma estrela pôde ser vista em algumas tatuagens exibidas orgulhosamente pelo local. Justin Sane (guitarra/vocal), Chris #2 (baixo/vocal), Pat Thetic (bateria) e Chris Head (guitarra) subiram ao palco já com o jogo ganho. Mesmo quem foi para ver o This Is A Standoff não resistiu à sequência inicial: The Press Corpse e Rank 'n' File, sem parar para respirar. As rodas seguiam animadas, mas bem respeitosas até mesmo por pedido da banda: "Se alguém cair ajude a levantar", incentivava constantemente Chris #2.

    As mensagens contra as guerras, racismo, homofobia e demais formas de preconceito também se fizeram presentes desde o início. Quem captou o recado saiu de lá valorizando mais esse tipo protesto musical, que ficou claro em This Machine Kills Fascist e The Economy Is Suffering... Let It Die por exemplo. Antes da balada One Trillion Dollars, uma das mais populares, um alerta sobre as motivações financeiras nas guerras.

    O ponto alto do show ficou para 911 for Peace (o nosso "190 pela paz", telefone da polícia), quando um fã subiu no palco e um segurança rapidamente veio segurá-lo. Imediatamente a banda parou a música dizendo que estava tudo "Ok" - e todos foram ao delírio com a atitude. No que a música recomeçou o que se viu foi o palco completamente tomado pelo público, numa cena que lembrou os shows do Pennywise, no final de 2010, com a invasão em massa na música Bro Hymn.



    O show alternou músicas de várias fases da carreira do grupo, que se formou em 1988. Músicas do álbum The People Or The Gun (2009), último em estúdio, não ficaram de fora, como a ótima Sodom, Gomorrah, Washington D.C. (Sheep in Shepherds Clothing). Mas, como de praxe, as mais antigas também eram lembradas, e mesmo com músicas do primeiro álbum como Fuck Police Brutality e Drink Drank Punk, havia reclamações por mais. Ouvi uma fã bêbada xingar o Anti-Flag com dedo em riste, por "não tocarem as antigas". No exato momento responderam na volta para o bis com Die for the Government, a mais pedida (e festejada) da noite.

    A reta final teve ainda o cover de The Clash, Should I Stay or Should I Go, um hino cantado em uníssono pela "nação anti-bandeiras". Para a festa punk ficar completa o baterista Pat Thetic (todos nomes cheios de trocadilhos) desceu para o meio da galera com o instrumento, e dali mesmo mandou a saideira: Power To The Peaceful. A exaltação pacifista em forma de protesto contra o sistema alegrou a noite na casa de shows.

    Pat ficou por ali mesmo, junto com Justin Sane (que disse pelo Twitter que esse foi um dos shows mais memoráveis da carreira), que também desceu do palco para conversar com todos os fãs possíveis. Muitas fotos depois a banda deixou o lugar com o mesmo sorriso no rosto de quem foi assisti-los. O protesto pacífico de quem levanta uma bandeira de paz (mesmo sem querer) foi um sucesso.

    Setlist: The Press Corpse; Rank 'n' File; Fuck Police Brutality; Hymn For The Dead; War Sucks, Let's Party!; The Economy Is Suffering... Let It Die; This Machine Kills Fascist; This Is The End (For You My Friend); Sodom, Gomorrah, Washington D.C. (Sheep In Shepherds Clothing); The Smartest Bomb; Mind The G.A.T.T; One Trillion Dollars; Turncoat; Underground Network; Drink, Drank, Punk; 911 for Peace; You Can Kill The Protester, But You Can't Kill The Protest; Cities Burn
    Bis: Die For The Government; Should I Stay Or Should I Go (The Clash - Cover); Power to The Peaceful


    Link original da resenha na Rock Brigade: http://tinyurl.com/antiflagsp
  • Backstreet Boys vencem de goleada no Rio

    26 Feb 2011, 21:42

    Sexta 25 Fev – Backstreet Boys - This Is Us Tour

    Por Guilherme Schneider M Dias

    Clima de estádio de futebol na quarta passagem dos Backstreet Boys ao Rio de Janeiro nessa última sexta-feira (25/02). Faixas, bandeiras e gritos de guerra inspirados nos cantores. Se dessa vez não tiveram o mesmo glamour de tocar no Maracanã lotado (como fizeram 10 anos atrás), foi a vez de jogarem juntos com uma torcida apaixonada de mais de oito mil pessoas no Citibank Hall, Barra da Tijuca. A cada mudança de música os gritos soavam como um "gol", e se fosse um antigo sucesso era som de "golaço" na certa.
    Apesar do atraso de uma hora para início do show o público não se decepcionou ao ver quarteto composto por Nick Carter, Howie Dorough, Brian Littrell e AJ McLean (o vocalista Kevin Richardson deixou o Backstreet Boys em 2006). Novamente vieram ao país para promover o mais recente álbum de estúdio, This Is Us, lançado no final de 2009, e tentar seguir em frente com a carreira. No entanto, no repertório de quase duas horas não faltam os principais (e aguardados) sucessos que marcaram o final dos anos 90.
    Desde a abertura do show com o sucesso Everybody (Backstreet’s Back) até o final, com a recente Straight Through My Heart, foram 22 canções. Repertório que levou fãs às lágrimas nas baladas Show Me the Meaning of Being Lonely e Shape of My Heart, e botou todo mundo pra dançar com The Call e I Want It That Way.

    Problemas técnicos

    No entanto o período pré-show foi marcado por tumulto. A produção do grupo e do Citibank Hall alegaram apenas como "problemas técnicos" a razão pelo cancelamento do Soundcheck Party. Cerca de 250 fãs compraram no site oficial dos Backstreet Boys esse pacote especial, que entre alguns benefícios daria direito a assistir a passagem de som e tirar fotos com membros da banda. Segundo a fã Daniele Araújo, 26 anos, faltou comunicação por parte da organização: "Problemas existem em qualquer lugar, mas o que não pode acontecer é ninguém dar uma informação precisa para a gente. Tem fã que veio de outro estado só para a Soundcheck Party, que custava até US$ 500,00.", conta.
    A produção da banda divulgou nota lamentando o ocorrido:
    "Devido a problemas técnicos, infelizmente, tivemos que cancelar o Soundcheck Party nesta sexta, no Rio de Janeiro. Nós sentimos por todos que esperaram por esta oportunidade, infelizmente fugiu do nosso controle. Todos os fãs que compraram os passes serão ressarcidos. Se algum dos fãs presentes hoje forem ao show de sábado, dia 26, em São Paulo, nós ficaremos muito felizes em atendê-los. Por favor, cheguem às 17h para participar do soundcheck previsto para 18h30.
    Mais uma vez, pedimos desculpas pelo incômodo. Esperamos que vocês tenham aproveitado o show.
    Em caso de dúvidas, entrem em contato com a Ground CTRL no telefone 916-443-9202 ou por email: support@groundCTRL.com".


    Cenário simples

    Algo que também chamou a atenção foram os cenários, nada suntuosos e bem mais simplórios que no auge da carreira. Lá pelas tantas dois extintores de incêndio são acionados para dar no palco algum efeito (pra lá de improvisado) de fumaça.
    Agora há somente um telão, que passa trechos de antigas interações do grupo em sets de cinema (são exibidos curtas cenas de filmes, como "Clube da Luta", "Matrix" e "Encantada").
    No palco os quatro rapazes da Flórida dividem espaço com apenas um músico, que se desdobra entre as funções de DJ e baterista. Numa época em que os principais ícones da música pop abusam de esquisitices musicais e efeitos pirotécnicos nos shows, os Backstreet Boys apostam na velha fórmula de canção romântica e passinho de dança marcado.

    Nostalgia e histeria

    Se a produção não é a mesma de antes, a empolgação continua em alta: todas as músicas antigas são berradas em uníssono. O clima de nostalgia pairava no ar da casa de shows. Enquanto na época de ouro o público alvo eram as adolescentes histéricas, agora a maioria do público é de mulheres adultas (um pouco) mais comportadas. A média de idade parece girar em torno dos 20 e tantos anos, embora exista espaço para senhoras e até mesmo algumas adolescentes.
    É verdade que os próprios "garotos da rua de trás" estão bem crescidinhos: os quatro cantores americanos já passam dos 30 anos de idade. Os agora balzaquianos cresceram junto com o público, e também com as vendas de álbuns: são mais de 100 milhões de discos vendidos desde o início da carreira, em 1997. Não a toa são considerados a boy band de maior sucesso na história, figurando até mesmo nas páginas do Guiness Book.
    O fôlego para coreografias parece que não é o mesmo, mas a voz continua boa. O quarteto se divide bem nos microfones e (felizmente) não se utilizam em nenhum momento do temido playback. O grupo literalmente sua a camisa pelo show. E sua porque em quase todas as trocas de figurino surgem com algum casaco (justificado no calor carioca apenas para arrancarem alguns gritos - ao jogarem a peça para longe, claro).
    O que continua a mesma é a pose de galãs. AJ chega a declarar na parte final do show que as fãs brasileiras "são as melhores do mundo". Soa clichê, e até mesmo canastrão para uma turnê com certo ar de caça-níquel, mas os garotos continuam cheios de talento e (principalmente) carisma. Essa homenagem ao público brasileiro já era covardia: esse time aí já entrou em campo com o jogo ganho pra lá de ganho.


    Repertório
    Everybody (Backstreet’s Back)
    We’ve Got It Goin’ On
    PDA
    As Long as You Love Me
    Quit Playing fames (With My Heart)
    This Is Us
    Show Me the Meaning of Being Lonely
    All I Have to Give
    She’s a Dream
    I’ll Never Break Your Heart
    The Call/The One
    Bigger
    Shape of My Heart
    More Than That
    Undone
    Incomplete
    Larger Than Life
    All of Your Life (You Need Love)
    Bye Bye Love
    If I Knew Then
    I Want It That Way
    Straight Through My Heart


    Link: Matéria no site da BR Press

    Fotos:











  • Pennywise e Nitrominds no Rio!

    8 Dic 2010, 23:47

    Sábado 4 Dez – Pennywise, Nitrominds

    No Rio de Janeiro a expressão "na mão do palhaço" serve para qualificar aqueles mais eufóricos, especialmente os que exageraram no álcool. Mas a "embriaguez" também pode descrever outras situações, como por exemplo, a alegria proporcionada por um bom show. E no picadeiro do tradicional Circo Voador a trupe do Pennywise (o nome vem da macabra criatura em forma de palhaço do livro/filme de terror "It", de Stephen King) comandou uma memorável noite do mais puro punk rock. Direto, sem frescuras ou palhaçadas.

    A encalorada noite de sábado no Circo botou a galera pra suar logo de cara: "traga seu skate e pague meia entrada", dizia a mensagem na entrada. Com trilha sonora sugestiva, o chamado foi atendido e vários skatistas desfilaram manobras sobre quatro rodinhas. A suadeira continuou com a bela abertura do trio de hardcore paulista Nitrominds. Na estrada desde 1994, experiência foi o que não faltou pra agitar as muitas rodinhas, e até organizar um wall of death. Com carisma e talento de primeira, elogiaram o público local. Lá pelas tantas, sobe um fã no palco e pergunta se o Nitrominds estava tocando death metal. O vocalista/guitarrista André devolveu com bom humor: "Aqui na banda, são várias facções do metal. O nosso baixista, por exemplo, é do fat metal". Rótulos a parte, o destaque foi para a ótima saideira Policemen, porradaria em forma de recado para as autoridades (que em tempos de guerra urbana, e melhora da imagem policial carioca, divide reações - e até algum constrangimento).

    O relógio marcava 23h45minh quando Randy Bradbury (baixo), Byron McMackin (bateria), Fletcher Dragge (guitarra) e Zoli Teglas (novo vocalista, frontman também do Ignite) subiram ao palco. E não foram os únicos: o que se viu ali até 00h55minh (horário final da apresentação) foi boa parte do público subindo e descendo do palco o tempo todo. Descendo de mosh, é claro. Mas também o que esperar de um show de punk rock tão aguardado aqui no país, e numa casa de show sem grades? A graça era essa, e a banda não se incomodou com a companhia, o que por sinal não é incomum nos shows do Pennywise. Apesar da altura do palco do Circo Voador, a galera não se intimidou. O que naturalmente deixou marcas (eu mesmo carrego uma cicatriz no supercílio como "recordação" por conta de um mosh nesse mesmo palco anos atrás): de acordo com a segurança do local pelo menos duas pessoas com ferimentos mais graves foram encaminhadas para um hospital da região.

    A sequência inicial teve Every Single Day, com o guitarrista Randy tomando um belo tombo logo de cara (culpa do chão molhado), e antes mesmo de My Own Country tinha fã mais exaltado puxando os cabos das caixas de retorno. O caos reinava, o que combinava perfeitamente com as expectativas para essa noite.

    Grandes momentos dos nove albuns de estúdio foram revisitados, em especial dos anos 90. Same Old Story começou com um recado indireto para o ex-vocalista Jim Lindberg: "É aqui que todo mundo quer tocar, porque na América do Sul vocês ficam loucos de verdade!". Jim saiu do Pennywise ano passado, e segundo entrevistas recentes, justamente por não querer tocar no Brasil, alegando que as turnês por aqui seriam “as mais complicadas do mundo". Problemas internos a parte, o show seguiu com Living for Today, do album de estréia, para delírio dos fãs mais antigos. Quando Fletcher perguntou quem estava vendo a banda pela primeira vez ficou visível que de fato muitos estavam conhecendo os californianos ali mesmo. O guitarrista agradeceu a necessária renovação, completando com o clichê mor de política da boa vizinhança: "Talvez seja o melhor show aqui no Brasil".

    Outra marca do Pennywise que se fez presente foi o engajamento político-social dos músicos. Zoli não só usava uma camisa divulgado o Sea Shepherd, como pediu que um militante do grupo ambiental (de proteção a vida marinha) subisse ao palco para divulgar suas atividades. As mensagens positivistas não pararam por aí já que falaram da exploração dos recursos naturais brasileiros pelas grandes corporações (gancho para a ótima Greed), e incentivaram quem faz qualquer serviço voluntário. O vocalista foi ovacionado quando afirmou "Não podemos esperar essas atitudes partindo da Britney Spears ou do Justin Timberlake. Isso (voluntariado) tem que vir de nós, do punk rock", e sentenciou: "Punk rock não toca na MTV".

    O pessoal do Pennywise acompanhou de Los Angeles (via TV) a recente onda de violência pelo combate ao crime no Rio de Janeiro. Após esta declaração pediram para que todos aproveitassem esse momento com intensidade. Mesmo assim, não podia faltar o clássico som de protesto Fuck Authority, uma das músicas ovacionadas.

    Os covers de Astro Zombies, do Misfits, e Stand by Me, de Ben E. King, empolgaram, soando bem alto pela lona da casa de show. Em Stand by Me a cantoria valeu cervejas distribuídas generosamente, das mãos de Zoli para o povo. Como não conquistar a simpatia do público? O "novato" deu conta do recado.

    Após a saída, fãs entoaram por minutos o refrão "ôôôô" de Bro Hymn, música sempre dedicada para o ex-baixista Jason Matthew Thirsk (que cometeu suicídio em 1996). No retorno ao palco tocaram Alien, do album Straight Ahead, e logo em seguida o palco foi tomado completamente pela platéia (o pessoal da banda simplesmente sumiu em meio a tanta gente), que ensandecida pôde cantar o refrão e o restante de Bro Hymn Tribute (entre um mosh e outro). Mesmo com o término do show a melodia continuou zumbindo nos ouvidos de cada um.

    Além do Rio de Janeiro a turnê brasileira contou ainda com datas em Fortaleza (02/12), São Paulo (03/12) e Curitiba (05/12). Quem curte punk rock/hardcore não se arrependeu. E os cariocas assistiram por uma hora e dez minutos, aquele velho ditado se realizar: "A alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo". E com Pennywise tocando, o Circo pegou fogo.

    Setlist: Every Single Day; My Own Country; Can't Believe It; What if I; Peaceful Day; Same Old Story; Living For Today; Greed; Astro Zombies (Cover Misfits); Society; Waiting; Fuck Authority; Straight Ahead; Nowhere Fast; Searching; Something To Live For; Stand By Me (Cover Ben E. King)
    Bis: Alien; Bro Hymn Tribute

    Mais em:http://www2.rockbrigade.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2739&Itemid=1

  • Seen live

    16 Jul 2010, 5:48

    A
    Aaron Carter
    AC/DC
    A Day to Remember
    Aerosmith (x2)
    Akira Kushida (x?)
    Alestorm
    Alkaline Trio
    America
    Amon Amarth
    Anathema
    Andre Matos
    Angra
    Anti-Flag
    As Tucanas

    B
    Backstreet Boys
    Bastet (x2)
    Billy Idol
    Billy Talent
    Blaze
    Blind Guardian
    Bloc Party
    Bloco Cru
    Britney Spears
    Broilers
    Bruce Dickinson
    Bullet for My Valentine (x2)
    Bomba Estereo
    Buraka Som Sistema

    C
    Cancer Bats
    Cannibal Corpse
    Cansei de Ser Sexy
    Capital Inicial
    Carlinhos Brown
    Charlotte
    Chicago
    Cinderella
    Claudia Leitte
    Cockney Rejects
    Coheed and Cambria
    CPM 22 (x2)
    Crime In Stereo
    Cypress Hill

    D
    Daft Punk
    Daniela Mercury
    Dave Matthews Band (x2)
    DIR EN GREY
    Dizzee Rascal
    DJ Yoda
    Duff McKagan's Loaded

    E
    Editors
    Eixo Sakamoto (x2)
    Eluveitie (x2)
    Empürios
    Esperanza Spalding
    Evergrey (x2)
    Exodus

    F
    Farscape
    Finntroll (x2)
    Five Finger Death Punch
    Franz Ferdinand

    G
    Gameboys
    Garotos Podres
    Gentleman
    Gilberto Gil
    Gloria
    Gogol Bordello (x2)
    Green Day (x2)
    G-Unit
    Guns N' Roses

    H
    Halford
    Hammerfall
    Hatefulmurder
    H-Blockx
    Helloween (x4)
    HIM
    Hinorobu Kageyama (x?)
    Hypnotic Brass Ensemble
    Hiroshi Kitadani

    I
    Invasores De Cérebros
    Ira!
    Iron Maiden (x5)

    J
    JAM Project
    James Taylor

    K
    Kasabian
    Katatonia
    Katy Perry
    Kings of Leon (x2)
    Kiss (x2)
    Klaxons
    Kočani Orkestar
    Kokô (x?)
    Korpiklaani (x3)
    Kouji Wada (x2)
    KuroHana (x?)

    L
    Lambrusco Kids
    Lauren Harris (x2)
    Leela
    Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz
    Limp Bizkit

    M
    Maldita (x2)
    Manowar
    Marcelo D2
    Masaki Endo (x?)
    Masami Okui
    Massacration (x2)
    MC Sapão
    Metallica
    Milton Nascimento (x2)
    Misfits
    Mixhell
    Mojo
    Mondo Cane
    MONORAL
    Montage
    Moptop
    Motörhead
    Muse
    MV Bill
    My Chemical Romance
    My Dying Bride
    My Passion

    N
    Nitrominds
    Nobuo Yamada
    Nortec Collective
    Novalima
    NX Zero

    O
    Oasis
    Opallas
    O Teatro Mágico
    Ozzy Osbourne

    P
    Pain of Salvation
    Panic! at the Disco
    Paradise Lost
    Paralamas do Sucesso
    Paramore (x2)
    Pathétique Poupée (x?)
    Pavilhão 9
    Pendulum
    Pennywise
    Placebo
    Porcupine Tree
    PSYGAI (x?)

    Q
    Queens of the Stone Age

    R
    Rammstein
    Red Hot Chili Peppers
    Regina Spektor
    ReVamp
    Rihanna
    Rise Against
    Riverdies (x2)
    Roberta Sá
    Rogério Skylab
    Rolo Tomassi
    Rotnitxe

    S
    Sabaton
    Salário Mínimo
    Saxon
    Sandy e Junior
    Sepultura (x3)
    Sheik Tosado
    Skiltron (x2)
    Slash (x2)
    Slipknot
    Snow Patrol
    Soulfly
    Sonic Syndicate
    Sportfreunde Stiller
    Sting
    Stone Sour
    Stratovarius
    Sublime with Rome
    SupreMa

    T
    Takayuki Miyauchi
    Tarja
    The Blackout
    The Cranberries
    The Offspring
    The Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou
    The Strokes
    The Rolling Stones
    The 69 Eyes
    Them Crooked Vultures
    This Is A Standoff
    Tipo Uisque (x2)
    Titãs
    Týr

    U
    U.D.O.
    Ultraje A Rigor
    Unearth
    uzômi

    V
    Video Games Live (x2)
    Violator
    Volbeat
    Vulgue Tostoi

    W
    We Are the Fallen

    X
    X JAPAN

    Y
    Yoko Ishida
    Yoshiki Fukuyama
    Yumi Matsuzawa

    Z
    Zebrahead

    #
    *NSYNC
    3 Inches of Blood
    30 Seconds to Mars (x2)
    50 Cent
  • 2008 - Melhores albuns

    31 Dic 2008, 17:57

    O Top 5 de albuns lançado em 2008 ficou assim para mim:

    1 Eluveitie - Slania
    2 Rise Against -Appeal to Reason
    3 Detroit Metal City - Makai Yugi
    4 Bloc Party - Intimacy
    5 Machinae Supremacy - Overworld

    Esperava um pouco mais (por adorar as bandas) desses 2 albuns (que ouvirei mais ano que vem):
    Korpiklaani - Korven Kuningas
    Anti-Flag - The Bright Lights of America
  • 2008 - 3 anos com Last.fm

    31 Dic 2008, 17:42

    2008

    O last.fm mudou o layout esse ano mais uma vez (todo ano irá mudar com certeza) e agora é possivel ver os tops dos últimos 12, 6 e 3 meses, além dos destaques semanais. Isso ajuda um bocado na hora de organizar os melhores do ano de maneira "justa".

    Em 2008 termino o ano com a marca de mais de 75.800 músicas (Major!). Ouvindo mais música do que nunca provavelmente. :)
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    Weekly Top Artists 2008:

    1st - Cockney Rejects / Korpiklaani
    2nd - Lacuna Coil
    3rd - My Chemical Romance
    4th - Cockney Rejects
    5th - Cockney Rejects
    6th - Cockney Rejects
    7th - My Chemical Romance
    8th - Korpiklaani
    9th - Eluveitie
    10th - Iron Maiden
    11th - Sportfreunde Stiller
    12nd - Anti-Flag
    13rd - Helloween
    14th - Los Fastidios
    15th - Korpiklaani
    16th - Anti-Flag
    17th - Bruce Dickinson
    18th - Bruce Dickinson
    19th - Sex Pistols
    20th - Type O Negative
    21st - 増田俊郎
    22nd - Super Dragões
    23rd - Anti-Flag
    24th - Super Dragões
    25th - Misfits
    26th - Misfits
    27th - LusitanOi !
    28th - Hard Skin
    29th - Hard Skin
    30th - Anti-Flag
    31st - Animetal
    32nd - LusitanOi !
    33rd - Hard Skin
    34th - Misfits
    35th - Misfits
    36th - Hard Skin
    37th - Hard Skin
    38th - Hard Skin
    39th - Eluveitie
    40th - Hard Skin
    41st - Rise Against
    42nd - Cockney Rejects
    43rd - Gogol Bordello
    44th - Klaxons
    45th - Discipline
    46th - Bloc Party
    47th - Detroit Metal City
    48th - Detroit Metal City
    49th - Anti-Flag
    50th - Misfits
    51st - Misfits
    52nd - Misfits

    -----------
    7 - Hard Skin
    7 - Misfits

    5 - Anti-Flag
    5 - Cockney Rejects
    3 - Korpiklaani
    ------------

    O punk dominou o ano, especialmente com várias bandas Oi. Isso resume bem o ano de certa forma. Hard Skin e Misfits foram as grandes descobertas e dominaram em 7 semanas cada.

    Anti-flag foi a banda mais ouvida do ano e a tendência é subir mais ainda.
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    TOP 10 - Tracks 2008

    1 Hard Skin – Law and Order (Up Your Arse) (158)
    2 増田俊郎 – Kaze no Tamakura (156)
    3 LusitanOi ! – Rivolta (153)
    3 Hard Skin – Oi Not Jobs (153)
    5 The Business – No One Likes Us (131)
    6 West Side Boys – France (123)
    7 Kyle Justin – Angry Video Game Nerd Theme Song (105)
    8 Ventania – O Diabo é Careta (103)
    9 The Business – Southgate (Euro 96) (98)
    10 Anti-Flag – Mumia's Song (96)

    Law and Order dominou o ranking seguido de um tema de Mushishi. Com pouco mais de 1 minuto de duração a bela (e sonolenta!) Kaze no Tamakura chega a ser injusta no top.
    Destaque para Coco Jambo, que não é música do ano mas representou bem algumas bebedeiras de 2008. Assim como clássicos como "Krito to buta, buta krito".
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    Top 10 - Artists

    1 Anti-Flag (1,380)
    2 Misfits (1,255)
    3 Hard Skin (1,232)
    4 Cockney Rejects (1,000)
    5 LusitanOi ! (746)
    6 Rise Against (615)
    7 West Side Boys (514)
    8 Bloc Party (509)
    9 増田俊郎 (478)
    10 Korpiklaani (437)

    Anti-Flag novamente foi a banda do ano, seguida pelas surpresas Misfits e Hard Skin. Muitas mudanças no top 10. Ano que vem acho que o Top 50 terá cerca de 500 músicas.
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    Lives

    Foi um ano marcado por muitos shows de bandas "top" aqui no meu last.fm. Janeiro começou com Cockney Rejects no Hangar, em um show absolutamente incrivel. Oi foi o estilo musical do ano muito por conta dos ingleses do Cockney, lendas vivas do estilo.
    Fevereiro peguei uma fila de horas para ver um show aguardado a anos: My Chemical Romance, que não decepcionou e mandou todos sucessos.
    Em março viajei para Curitiba para ver meu 3º show do Iron Maiden (se tivesse last.fm desde que nasci seria a banda Top 1), e foi inesquecivel, pela viagem e pelo show repleto de clássicos.
    TIM Festival teve Klaxons num show surpreendentemente empolgante (o Myths of the Near Future ajuda bastante). Na sequencia Gogol Bordello fez o show mais empolgante do ano. Ainda teve o DJ Yoda e MC Duda do Boréu de bonus, gratas surpresas.
    Em novembro Bloc Party fez no Circo Voador um show lendário, com uma interação no final do show raras vezes vistas.
    Fora as bandas japonesas. JAM Project não empolgou no Anime Friends (destaque de lá foi o show solo do simpático Fukuyama). Eizo Sakamoto fez uma apresentação muito boa aqui no Rio. E Monoral fez um show que agradou muito, bela surpresa também.
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    Um 2009 bem musical a todos, e fico na torcida que tenha mais shows do que 2008 teve. :)
  • Arrasando quarteirões - Bloc Party vai ao Circo!

    12 Nov 2008, 0:56

    Mon 10 Nov – Bloc Party



    Constava minha lista de "shows-que-quero-ver-ao-vivo" até ontem a banda inglesa Bloc Party. Queria desde quando ouvi o maravilhoso 1º album deles (digno de outra lista minha: cd's preferidos de todos os tempos). Músicas como Banquet, Helicopter, Like eating glass, This Modern Love marcaram nights memoráveis uns dois anos atrás na Fosfobox.

    Pois ontem pude coloca-los com o tag "seen live", já que rolou um show apontado pelo público, crítica e pela própria banda (!) como um show histórico. Até porque em dado momento estava tudo "junto e misturado": banda e público na mesma sintonia, no mesmo palco.


    Alguns chamaram aristotélicamente de "catarse coletiva", outros ressaltaram que um show desses, aguardado pelos fãs, num lugar como o Circo Voador é sem igual. A química rola, até pela proximidade da galera com a banda (sem grades, sinal que inspira liberdade).

    Não cheguei a subir no palco como muitos empolgados (e sem noção tb, claro) fizeram. Mas o palco veio até mim no mosh do Kele, vocalista super energético da banda, que foi literalmente carregado pelos fãs. Continuou cantando enquanto carregado, retribuiu abraços, rebolou com uma fã... era visivel a felicidade do grupo todo pelo resultado causado em todos, e o efeito durará até algum próximo show memorável.



    Setlist:
    Hunting for witches
    Positive Tension
    Blue Light
    Trojan horse
    Song for clay
    Banquet
    Letter to my son
    Talons
    Mercury
    This modern love
    The prayer
    Like eating glass

    Ares
    Ion square
    Flux
    Helicopter

    Price of gas

    She's hearing voices


    Helicopter - live
  • Países mais ouvidos (2 anos depois)

    17 Sep 2008, 3:45

    Atualizando a lista de "países" que mais ouço, atraves de suas bandas e afins. Mais uma vez as músicas em inglês se destacam, com metade (no minimo) do TOP 50 do last.fm atual.

    Coloquei outra vez contagem representando o seguinte: 1 (do 1º ao 10º), 2 (11º ao 20º), 3 (21º ao 30º), 4 (31º ao 40º) e 5 (41º ao 50º). Afinal merecem pesos diferentes.

    EUA 1 1 1 1 2 2 2 3 3 5 5 5 5 5 5 (15)
    UK 1 1 2 2 2 3 4 5 5 5 (10)
    BRA 2 3 3 4 5 (5)
    JAP 3 4 4 4 4 (5)
    ALE 1 1 3 3 (4)
    ESP 2 2 3 (3)
    FIN 1 3 (2)
    SUE 1 (1)
    ARG 2 (1)
    FRA 4 (1)
    POR 4 (1)
    ITA 4 (1)
    NOR 5 (1)
    -------------------

    Ano passado (11/08/07)
    USA - 1 1 1 1 1 2 2 3 4 4 5 5 5 5 5 (15)
    UK - 1 2 2 2 3 3 4 4 4 5 (10)
    BRA - 2 3 3 3 4 5 (6)
    GER - 1 1 3 3 (4)
    JAP - 4 4 5 5 (4)
    FIN - 1 2 5 (3)
    SPA - 2 2 3 (3)
    ITA - 3 (1)
    ARG- 1 (1)
    SWE - 2 (1)
    FRA - 4 (1)
    NOR - 4 (1)

    ---------

    2006

    Estados Unidos 18
    Inglaterra 10
    Brasil 8
    Finlândia 4
    Alemanha 3
    Japão 3
    Argentina 1
    Escócia 1
    Canadá 1
    Jamaica 1