Summer Sol Festival

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26 Ene 2012, 22:28

Tue 24 Jan – Summer Soul Festival 2012

Antes do show é sempre aquela diversão na fila, todo mundo contando suas experiências passadas de quem já viu ao vivo, de quem quer ver ao vivo, de qual foi o melhor lançamento do dia, do mês, qual a música preferida, aquela farra. Eu sempre gosto de chegar antes, tanto pra ficar mais na frente, quanto para ter essas conversas fiadas jogadas fora, que sempre valem pra aliviar as tensões e a ansiedade de ver uma banda ou artista que você adora ao vivo.

Cheguei na Arena Anhembi por volta do meio-dia, de um sol escaldante e de queimar a pele, os músculos e os ossos, que sol! Depois de melhorar o bronze de branquelo azedo para camarão, os portões abriram e foi aquele corre-corre para pegar um lugar melhor para ver os queridinhos que iam tocar. Eu fiquei na segunda/terceira fileira, bem na frente do microfone, mais perfeito impossível, ainda mais para o horário que eu cheguei!

Agora era esperar quase três horas para os shows começarem...

DIONNE BROMFIELD

Pera aí, Dionne ou Amy? Não tem como negar, a senhorita Bromfield é a Amy Winehouse melhorada na aparência, nas atitudes (por enquanto) e no jeito de levar a vida. A voz de uma nem se compara com a da outra e Dionne ainda tem um longo caminho a percorrer, mas a afilhada da senhora Winehouse, sem dúvida, é uma pseudo-reencarnação desta.

Dionne cativou um público que não estava ali pra vê-la, com dancinhas, caras, bocas e meiguice de uma adolescente quase adulta. Cantou algumas de suas músicas, mas o ápice de suas performances foram, sem dúvida, os covers para Fuck You (cantada como Forget You, já que ela é uma teenager) de Cee-Lo Green e um mash-up de Ain’t No Mountain com Tears Dry On Their Own da sua querida madrinha. Outro ponto alto do show foi Mama Said, uma das músicas mais famosas da cantora. Dionne, no fim das contas, que se encantou com o público.

ROX

Pare o mundo que agora é o que eu quero ver. Rox era mais uma das artistas que o público não esperava ver no Summer Soul. Todo mundo tava lá pra ver Florence ou Bruno Mars, e isso estava nítido. De qualquer modo, Rox entrou deslumbrante com um vestido azul. Deu umas reboladinhas e umas dançadas sensuais. Mostrou seu lado sexy e conquistou o público.

Para mim, que estava lá para vê-la, não teve nada de ruim, setlist perfeito, todas as músicas que eu gosto, uma belezura. Rox conquistou, além de mim, o público que já murmurava depois do fim do show que ia procurar mais sobre a cantora quando chegasse em casa. Dessa vez, só deu eu gritando quando a cantora anunciava as músicas, da próxima, Rox terá mais fãs por aqui. E ela merece.

FLORENCE AND THE MACHINE

Agora o público começava a disputar espaços mais à frente. Chegava um dos shows mais aguardados do festival e, não era pra menos, o carisma de Florence Welch é impressionante, que mulher!

Confesso que não sou fã do segundo disco, Ceremonials, e estava meio morto até ela começar a puxar os hits do Lungs, seu aclamado debut. Intercalando com músicas de um e outro, a Florence soube segurar o público com pulinhos para lá e para cá, e uma voz deslumbrante, além de uma simpatia impecável. O público sempre respondia a seus chamados e vontades, Shake It Out, No Light, No Light, todas muito bem entoadas pelo público.

Eu ainda acho que não sai da transe que a voz hipnotizante dela me causou, ainda estou embasbacado como a voz dessa mulher é potente. A performance incrível de Dog Days Are Over e Rabbit Heart (Raise It Up) ficarão na minha memória para todo o sempre e, mesmo que faltaram minhas músicas favoritas e uma pegada mais rocker como Kiss With A Fist, Florence Welch, você é incrível.

Resenha publicada originalmente no site da Reverbcity

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